quinta-feira, 13 de março de 2008

Poema

Recebi por email um poema sobre xadrez. Como o desejo do autor eu não posso realizar, posso ao menos nesse espaço fazer uma homenagem a ele divulgando seu trabalho. Lei antes o e-mail que recebi dele e a seguir o poema.

"Olá, sou médico psiquiatra e amante da Literatura, também adoro o jogo de xadrez, pela engenhosidade, a arquitetura das jogadas, os movimentos, as táticas, a beleza das peças, as infinitas possibilidades em um pequeno plano quadrado e quadriculado, além da história, a tradição, elegância e refinamento. Na minha sala de estar tenho um tabuleiro de xadrez enfeitando a mesa. Confesso que não sou grande jogador, mas acho o xadrez um jogo perfeito, de séculos de história e eternidade.

Escrevo poesias e tenho um poema intitulado Xadrez. Não sei se é grande coisa, mas tenho um sonho íntimo de que ele estivesse pregado em todas as salas de xadrez. Pretensões de um tolo poeta. Mas quem sabe poderia ajudar na divulgação do jogo?"

Xadrez

O rei come o peão
A dama desaba diante do cavalo
Um mísero cavalo!

Os bispos e as torres armam um xeque
Mas num golpe de mestre
Quem era fraco se fortalece

O rei dança com a dama
E dão-se as mãos e dão-se as bocas
Mas há o flerte daquele peão
Que conspira contra essa paixão

O rei come o peão
Mas a dama morre violentada
Por aquele maldito cavalo!

O rei jura vingança
E arquiteta uma revolução
Avança as torres, aciona os bispos
Libera os cavalos e congrega os peões

A sorte é uma mãe besta
Uma dádiva traiçoeira
Enquanto a morte, essa condessa,
Uma madrasta justiceira

- Morte ao rei negro!

Porém, no último instante
No minuto de misericórdia
Uma revelação:

- O quê?! A dama tinha um amante?!

E era justamente aquele peão
Que o rei matou sem perdão

E dizem, por maldade talvez
Que não foi o cavalo quem matou a dama
Mas sim a própria dama
Que se jogou em sua frente

De tanta dor e aflição
Que tinha no coração

(André Augusto Passari)

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